quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Acreditas-te?



 
 
Eu acredito que tudo está certo. Tudo está sempre certo. O cenário real pode não ser o idealizado, mas é o que é necessário para o nosso processo. Nem sempre é fácil a percepção e aceitação. Porque implica trabalhar com emoções. Implica ir às entranhas mais profundas e fazer grandes catarses. Implica olhar as nossas sombras. Aceitá-las e integrá-las. Tudo isto se parece com uma grande nuvem negra a pairar sobre nós. Que nos persegue por um tempo indeterminado. Assola-nos a hipótese dessa perseguição ser por ad aeternum 

Essa hipótese não passará de uma hipótese, no preciso momento em que te acreditares. Em que perceberes que tens o poder em ti para evaporar essa nuvem. Que o destino dessa nuvem és tu quem o decide. Que ela representa apenas um medo que ainda não quiseste enfrentar. No preciso momento em que o fizeres, ela diminuirá de tamanho, proporcionalmente à força e garra com que enfrentares o teu medo.  

Que essa nuvem só existe na tua mente. No momento em que ordenares ao teu intelecto para lhe fazer frente, o cenário inverte. Resgatas o teu poder. Aquele que sempre tiveste. Mas em que alguma altura da tua vida, ou por alguma razão específica, o perdeste. Ou talvez te tenhas esquecido apenas que o tens. Podes tê-lo deixado fechado à chave na cave da tua vida. E quiçá perdeste a chave. Ou podes mesmo tê-la dado a outrem. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que vêem os teus olhos?


 
 
O que vêem os teus olhos?
O que é tão óbvio na tua vida, que ainda não conseguiste ver?
Porque foges do espelho do teu olhar? 

O olhar segreda os nossos mais íntimos segredos. Os lábios podem ludibriar o significado do olhar. O silêncio das palavras pode tentar omiti-lo. Mas o seu brilho emite uma linguagem universal. A linguagem da verdade. A expressão da alma.
 
No silêncio das palavras fazem-se longos discursos. Dizem-se palavras. Expressam-se emoções. Expressam-se sentimentos. Que talvez nunca sejam ditos pelos lábios. Que talvez o intelecto nunca tenha a coragem de os manifestar de outra forma. De uma forma audível. Porque desta forma eles ficam graciosamente elevados. A intensidade vivida é inalcançável com a linguagem das palavras. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Aqui, a morte já morreu.


 
 
Não sou pessoa de criticar ou julgar, quem quer que seja, menos ainda publicamente. A menos que mexa directamente com a minha pessoa. Não julgando, tento colocar os pontos nos Is. O auto-respeito exige que não se aceite nada menos do que respeito, de quem quer que seja. Todos temos a liberdade do livre arbítrio. Eu acredito na lei do karma. Pode não ser imediata, mas ela existe. Para além de que falar e voltar a falar em assuntos que despoletam baixas energias, não é bom para nós, nem para o mundo que nos rodeia. Ainda assim, sinto-me com o direito de tecer alguns comentários sobre o acontecimento que marcou o país nos últimos dias.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Anjos na terra



- Vamos passear?
- Já vamos.
- Já, quando?
- Daqui a mais um pouco.
- Mas isso é quando...só conheço o agora...

Eles só conhecem o momento. Eles vivem o aqui e o agora. Aquilo para que os humanos têm de treinar muito para conseguir. Porque estão sempre preocupados com o ontem  e com o amanhã. Os humanos perdem muito tempo preocupados com o que não podem mudar, e com o que não podem prever. 

Eles não ficam sentidos porque foram repreendidos. Porque isso foi no passado. E passado é história. Já passou.
 
Eles não têm expectativas, porque o amanhã é uma incógnita. E amanhã logo se desmitificará essa incógnita. O que vier, será vivido nesse mesmo tempo verbal. No futuro que passará a presente. Que o tempo não se antecipa. Porque isso é impossível. O tempo tem o seu tempo. E tudo deverá ser vivido no seu tempo.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Outonas-me


 
 

Eu outono.

Tu outonas.
Ele outona.
Nós outonamos.
Vós outonais.
Eles outonam.

Tudo o que começa, acaba. Todo o inicio, tem um fim. Mas esse fim, dará origem a outro início. Não há fim que não tenha outro início como consequência. Ou seja, o início, é o principio do fim. E o fim antecede o inicio. É cíclico. 

Quando acontece um fim, muita das vezes, não conseguimos perceber a magia que acompanha outro inicio, logo ali ao virar da esquina. Talvez porque nos sentamos logo ali antes da esquina. Tão absortos pelos acontecimentos do ciclo que acabou de acabar. Tudo tem o seu tempo. Talvez seja necessário um tempo de repouso. Um luto ao fim que acabou de findar. Seja lá o que tenha terminado. Mas esse tempo também terá de ter um fim. Como tudo na vida. Um fim que antecede o começo de um novo inicio.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

E se não houvesse amanhã?


 
E se não houvesse amanhã?
E se hoje fosse, realmente, o último dia?
 
Muito se fala das energias que se vão apresentar no céu, no próximo dia 23 de setembro, sábado. Que, segundo algumas teorias, o pior pode acontecer. Que tudo o que conhecemos neste plano, pode efectivamente acabar. Que pode não haver domingo, dia 24 de setembro. Independentemente, do que possa vir a acontecer, pois não conseguimos prever o futuro, acreditando, mais, ou menos, em tais forças cósmicas, qual a sensação de imaginar a realidade desse cenário? De que temos pouco mais de dois dias de vida. De existência. Neste plano. Naquilo que faz parte da nossa realidade. De que tudo o que nos é mais familiar, acabaria. Fim.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bom dia!




Antes de mais, bom dia!
Votos de um dia em paz, com amor e alegria.
 
Hoje de manhã, quando abri o olhos pela primeira vez, no meu dia, lembrei-me de ver para dentro, antes de ver para fora. Fechei os olhos e vi. Observei. Para dentro. Para além do visível e palpável a olho nu. Para além da matéria. Para mim. Uns momentos a sós comigo mesma. Desejar um bom dia, para mim. Sentir-me na minha pele. Sentir quem sou, para que não me esqueça qual o meu papel neste palco da vida. Encontrar-me comigo.
 
Quando entrei no wc, olhei no espelho e vi. Vi alguém que não via, fazia já algum tempo. Tempo demais, para quem passa vinte e quatro horas, nesse alguém e só a vê, escassos minutos dessas vinte e quatro horas. Parece estranho, mas é assim mesmo. Levamos os dias a interagir com tanta gente. No frenesim do corre corre diário, sem tempo para quem somos. Sem tempo para nos darmos um mimo. Um sorriso. Um olá. Um elogio. Sem nos desejarmos bons votos. Como pode isso acontecer, se levamos o dia, a desejar 'bom dia', a quem nos cruza. Sendo-nos as pessoas mais importantes, da nossa vida, algo está invertido. Talvez esquecido.
 
Então hoje a primeira pessoa a quem desejei um bom dia, foi aquela em que vivo vinte e quatro horas por dia. Aquela que sente todos os meus passos. Aquela que me apoia sempre que preciso. Aquela que calça os meus sapatos. Aquela que tenho de respeitar todos os dias da minha vida. Aquela que sofre nas minhas dores. Aquela que vibra nas minhas vitórias. Eu!
 
Votos de um dia feliz!
Margarida