Eu acredito que tudo está certo. Tudo está sempre certo. O cenário real
pode não ser o idealizado, mas é o que é necessário para o nosso processo. Nem
sempre é fácil a percepção e aceitação. Porque implica trabalhar com emoções.
Implica ir às entranhas mais profundas e fazer grandes catarses. Implica olhar as
nossas sombras. Aceitá-las e integrá-las. Tudo isto se parece com uma grande
nuvem negra a pairar sobre nós. Que nos persegue por um tempo indeterminado. Assola-nos
a hipótese dessa perseguição ser por ad
aeternum.
Essa hipótese não passará de uma hipótese, no preciso momento em que te
acreditares. Em que perceberes que tens o poder em ti para evaporar essa nuvem.
Que o destino dessa nuvem és tu quem o decide. Que ela representa apenas um
medo que ainda não quiseste enfrentar. No preciso momento em que o fizeres, ela
diminuirá de tamanho, proporcionalmente à força e garra com que enfrentares o
teu medo.
Que essa nuvem só existe na tua mente. No momento em que ordenares ao teu intelecto
para lhe fazer frente, o cenário inverte. Resgatas o teu poder. Aquele que
sempre tiveste. Mas em que alguma altura da tua vida, ou por alguma razão
específica, o perdeste. Ou talvez te tenhas esquecido apenas que o tens. Podes
tê-lo deixado fechado à chave na cave da tua vida. E quiçá perdeste a chave. Ou
podes mesmo tê-la dado a outrem.






