quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Como está a tua coroa?



Vida!
Uma palavra.
Quatro letras.
É tudo.
Pode ser nada.
 
O que lhe dá sentido?
O que nunca poderás permitir nela?
Qual o seu período de duração?
 
Vida é o período que decorre entre a chegada e a partida. Depois da chegada, a única certeza que tens, é que um dia irás partir. A partir do momento que tens consciência de que a partida é certa, começas a ter uma extrema dificuldade em abstraíres-te desse facto.

São apenas dois dias. Um em que chegas e o outro em que partes. Entre esses dois tens uma incógnita deles. E é nesse intervalo que tens a possibilidade de fazer valer a tua vida. Um intervalo que dura uma vida. Com essa vida podes fazer tudo. Tens o total poder nas tuas mãos. Quando tens consciência de que a tua vida é um reinado, o teu reinado, e que tu és o rei desse reinado, não mais te vais preocupar com o dia da partida. Porque vais fazer com que o teu reinado seja pleno.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A menina dança?


 
 
A Grande Ciência Sagrada, como lhe chamavam os Magos, é algo que assusta a alguns e desacredita a outros. Ou ainda poderemos referir-nos a ela como Maya, a ilusão do mundo físico. Eu gosto de apelidá-la de dança. Dança da magia. 

Numa dança há que conhecer as técnicas, os passos. De forma a que esta saia de forma harmónica e coordenada. Ritmada ao compasso da música. De forma espontânea e sentida. Sem forçar a nada. Na dança da magia da vida não é diferente. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Então, ela sorriu...


 
Ela era tímida.
Introvertida.
Sentia que não fazia parte desta realidade.
Deste mundo.
Desta sociedade.
Não se encaixava em grupos.
Culpava-se por tal.  

Os outros pouco lhe diziam.
Cada vez que procurava alguém, era devolvida a si própria.
Sempre que procurava apoio em algo ou noutrem, desmoronava.
Cansou-se.
Recolheu-se.

Acreditas-te?



 
 
Eu acredito que tudo está certo. Tudo está sempre certo. O cenário real pode não ser o idealizado, mas é o que é necessário para o nosso processo. Nem sempre é fácil a percepção e aceitação. Porque implica trabalhar com emoções. Implica ir às entranhas mais profundas e fazer grandes catarses. Implica olhar as nossas sombras. Aceitá-las e integrá-las. Tudo isto se parece com uma grande nuvem negra a pairar sobre nós. Que nos persegue por um tempo indeterminado. Assola-nos a hipótese dessa perseguição ser por ad aeternum 

Essa hipótese não passará de uma hipótese, no preciso momento em que te acreditares. Em que perceberes que tens o poder em ti para evaporar essa nuvem. Que o destino dessa nuvem és tu quem o decide. Que ela representa apenas um medo que ainda não quiseste enfrentar. No preciso momento em que o fizeres, ela diminuirá de tamanho, proporcionalmente à força e garra com que enfrentares o teu medo.  

Que essa nuvem só existe na tua mente. No momento em que ordenares ao teu intelecto para lhe fazer frente, o cenário inverte. Resgatas o teu poder. Aquele que sempre tiveste. Mas em que alguma altura da tua vida, ou por alguma razão específica, o perdeste. Ou talvez te tenhas esquecido apenas que o tens. Podes tê-lo deixado fechado à chave na cave da tua vida. E quiçá perdeste a chave. Ou podes mesmo tê-la dado a outrem. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O que vêem os teus olhos?


 
 
O que vêem os teus olhos?
O que é tão óbvio na tua vida, que ainda não conseguiste ver?
Porque foges do espelho do teu olhar? 

O olhar segreda os nossos mais íntimos segredos. Os lábios podem ludibriar o significado do olhar. O silêncio das palavras pode tentar omiti-lo. Mas o seu brilho emite uma linguagem universal. A linguagem da verdade. A expressão da alma.
 
No silêncio das palavras fazem-se longos discursos. Dizem-se palavras. Expressam-se emoções. Expressam-se sentimentos. Que talvez nunca sejam ditos pelos lábios. Que talvez o intelecto nunca tenha a coragem de os manifestar de outra forma. De uma forma audível. Porque desta forma eles ficam graciosamente elevados. A intensidade vivida é inalcançável com a linguagem das palavras. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Aqui, a morte já morreu.


 
 
Não sou pessoa de criticar ou julgar, quem quer que seja, menos ainda publicamente. A menos que mexa directamente com a minha pessoa. Não julgando, tento colocar os pontos nos Is. O auto-respeito exige que não se aceite nada menos do que respeito, de quem quer que seja. Todos temos a liberdade do livre arbítrio. Eu acredito na lei do karma. Pode não ser imediata, mas ela existe. Para além de que falar e voltar a falar em assuntos que despoletam baixas energias, não é bom para nós, nem para o mundo que nos rodeia. Ainda assim, sinto-me com o direito de tecer alguns comentários sobre o acontecimento que marcou o país nos últimos dias.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Anjos na terra



- Vamos passear?
- Já vamos.
- Já, quando?
- Daqui a mais um pouco.
- Mas isso é quando...só conheço o agora...

Eles só conhecem o momento. Eles vivem o aqui e o agora. Aquilo para que os humanos têm de treinar muito para conseguir. Porque estão sempre preocupados com o ontem  e com o amanhã. Os humanos perdem muito tempo preocupados com o que não podem mudar, e com o que não podem prever. 

Eles não ficam sentidos porque foram repreendidos. Porque isso foi no passado. E passado é história. Já passou.
 
Eles não têm expectativas, porque o amanhã é uma incógnita. E amanhã logo se desmitificará essa incógnita. O que vier, será vivido nesse mesmo tempo verbal. No futuro que passará a presente. Que o tempo não se antecipa. Porque isso é impossível. O tempo tem o seu tempo. E tudo deverá ser vivido no seu tempo.